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Rolls-Royce Experience

 

A Rolls-Royce é uma das poucas marcas no mundo que ao longo de sua trajetória conseguiu fortalecer seu nome, de forma que até mesmo pessoas que se encontram completamente fora do mercado automotivo conhecem o “peso” desta marca.

A Rolls foi sempre cercada de muito glamour e desejo. O que realmente me impressiona é o processo de modernização que foi passado pela marca desde que foi comprada pelo grupo BMW em 1998. Realmente, um processo complicado, pois há poucas décadas atrás a Rolls, sequer, informava a potência e torque dos seus motores, classificava-os apenas como “suficientes”. Muitos devem ter visto ou ouvido falar do teste do copo de água: colocava-se um copo com água no painel o carro andava sem que caísse uma só gota, fazendo de um Rolls-Royce referência absoluta em conforto. Esses e outros fatores mantiveram o status  da marca mesmo passando por duas grandes guerras e inúmeras crises econômicas mundias nesses 110 anos de existência.

Tive a oportunidade de ver o Phantom pela primeira vez em 2005 durante minha visita ao Salão de Frankfurt. Lembro-me como se fosse hoje, as dimensões eram imensas (até hoje são), o formato da grade cromada chegava a ser intimidador, as portas “suicidas” eram um grande charme e diferencial, o guarda-chuva na porta mostrava atenção aos detalhes e o interior me deixaram sem palavras. Desde esse meu primeiro encontro, nove anos já se passaram, e até hoje fico impressionado com as linhas do design. Só quem teve oportunidade de vê-lo ao vivo, sabe o tamanho do carro, e, com certeza, esse é um dos objetivos da marca, o visual clássico e moderno com proporções “gigantes” para demostrar status e “exigir” respeito.

A aquisição da Rolls pela BMW foi de grande valia no processo de modernização da marca. Motores modernos com muita potência, torque, interiores reformulados, porém, sempre mantendo a tradição com detalhes (controle do ar condicionado, luzes internas, volante, altura dos carros), suspensão pneumática, couros especiais, customização praticamente sem limites, e, principalmente, no processo de produção ficando mais dinâmico e de maior volume sem perder a exclusividade. A verdade é que a marca mudou mesmo em 2003 com o primeiro Phantom, até esse lançamento poucas mudanças haviam sido feitas em design e motorização. A Rolls era muito conservadora e não fazia mudanças, porque na época os seus clientes gostavam dos carros naquele estilo. O mundo mudou. E a Rolls-Royce acompanhou essa mudança sem deixar de lado elementos fundamentais da sua história como a famosa estatueta Spirit of Ecstasy. Hoje, a fábrica em Goodwood produz cerca de 3.500 carros e emprega 1.400 funcionários, vale dizer, números menores que a sua concorrente direta, a Bentley, que produz 9.100 carros e emprega 3.600 funcionários, mas, com certeza essa diferença não importa muito para a RR, uma vez que as suas vendas e o nível de exclusividade continuam em alta. Na década de 2000, vimos a Maybach – marca da Mercedes que fabricava o chamado ÜBER Sedan ou Super Sedan luxuoso que estava acima da Classe S, concorrente direto do Phantom com padrões de qualidade e customização similares a RR -, ressurgir, e em 2012 fechar suas portas. Se por um lado, a Maybach no seu interior era absolutamente indiscutível,  por outro lado, pecava pelo design externo por ser do estilo ame ou odeie. Nessa briga a RR levou a melhor.

Na minha visita à Rolls-Royce Motorcars São Paulo, onde gravamos a entrevista abaixo com o Milton Chameh, Gerente Comercial, coloquei como objetivo central mostrar às pessoas o que é um Rolls-Royce, o significado da marca,  os detalhes de customização, e, principalmente, desmistificar o fator preço. As pessoas acreditam que o preço é apenas um fator de “seleção natural” de um público específico. Longe disso, mostramos que se trata de uma escala de produção, principalmente, pelo nível de exclusividade.

Em Londres visitei a concessionária da Berkeley Square, lá conversei com um feliz proprietário de vários anos da marca, que estava recebendo o seu recém adquirido Phantom Drophead Coupé na cor Racing Green, e havia pago mais de 150.000 Libras Esterlinas (cerca de R$ 560.000,00), em modificações, fora o preço do carro 290.000 Libras Esterlinas (cerca de R$ 1.080.000,00).  Só aí, pude perceber que aquele Drophead Coupé já não era mais o Drophead da Rolls-Royce, e, sim, o Drophead do John. Ele havia pedido o carro da forma como ele queria: costuras, carpetes, cores internas/externa, madeira, rodas, etc.

De volta à Rolls-Royce em São Paulo, fizemos uma entrevista descontraída com o Milton, aonde ele com todo seu conhecimento pode mostrar ao público os ideais, objetivos e princípios da marca. A concessionária de São Paulo está dentro dos padrões internacionais com espaço para 4 carros e Customer Lounge com todas as opções disponíveis de customização. Vale ressaltar que a RR São Paulo é uma das poucas no mundo com unidades a pronta entrega. Os valores dos carros dependem muito do nível de customização do cliente, como disse o Milton na entrevista “O céu é o limite!”, mas, preços normais variam a partir de R$ 2.500.000,00 (Ghost) e R$ 3.500.000,00 (Phantom). Preços cujos clientes da marca pagam pela exclusividade.

Aproveito para agradecer a todos  que fizeram essa entrevista acontecer: Camargo Alfaiataria, Grupo Via Italia, Metáfora Filmes e Rolls-Royce Motorcars São Paulo, em especial, ao Milton Chameh.

Camargo Alfaitaraia: Rua Dr. Mário Ferraz, 502 – São Paulo

Grupo Via Italia

Metáfora Filmes

Rolls-Royce Motor Cars São Paulo: Avenida Cidade Jardim, 691 – São Paulo
VEJA A ENTREVISTA NA VERSÃO PARA TABLETS E CELULARES:

VEJA A ENTREVISTA NA VERSÃO PARA PC:

 

 

Cadu é Editor do Portal Autowerk e apresentador do Programa “Amigos por Carros”. Veja o perfil no Facebook

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